Circuito Revelando os Brasis : Documentários de graça no Cine Luz de Curitiba

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Dia 20, agosto 2008. Às 20 horas
Cine Luz - Rua 15 de Novembro, 822 Ingressos: de graça, é claro!


Confira a exibição de cinco vídeos produzidos por moradores de pequenas localidades, incentivados pelo projeto Revelando os Brasis, que compõem o Circuito Revelando os Brasis, direcionado a moradores de municípios brasileiros com até 20 mil habitantes.

De Tempos em Tempos, documentário produzido em Cruz Machado, interior do Paraná, com roteiro, direção e produção de Ana Johann. O tema é a memória de uma localidade. O vídeo conduz o espectador por ruas com carroças, bodegas antigas e crianças falando polonês na escola, mas aos poucos a identidade vai sendo alterada. Os habitantes do lugar modificam os espaços, mas também sofrem influências por estes, num movimento quase imperceptível, mas constante.

Manã Bai, documentário produzido em Jordão, no Acre. Roteiro, direção e produção de Zezinho Yube. Pioneiro entre os professores indígenas do Acre, Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá foi alfabetizado na língua dos brancos pelos patrões seringalistas. Porém, não desistiu de aprender e de preservar a língua e tradições de seu povo. Professor bilíngüe formado pela Comissão Pró-Índio do Acre, autor de vários livros escritos na língua hätxa kui (ou “língua verdadeira”), é coordenador da Organização dos Professores Indígenas do Acre. Em 2006 diplomou-se no Curso de Formação de Professores Indígenas da Universidade Federal de Mato Grosso.

Borboletas Amarelas, obra de ficção com roteiro, direção e produção de Luís Paiva, de São Félix do Araguaia, de Mato Grosso. A narrativa aborda a vida em Brasil Novo do Norte, lugarejo de um amontoado de casas à beira de rio. Na década de 1960 o latifúndio tomada conta da região, jagunços ateiam fogo nas casas. Padre Sérgio, líder local, que fez sua opção pelos excluídos, entrega-se de corpo e alma à luta de resistência.

A Cidade dos Plebiscitos, documentário com roteiro, direção e produção de Gerson Pereira de Souza. Enfoca a cidade de Vicentina, em Mato Grosso do Sul. Na década de 1970 um grupo de moradores faz campanha para separar a localidade de Fátima do Sul, transformando Vicentina em novo município. Eles acreditam que haverá melhorias para a população em geral. Faz-se um plebiscito sem resultado algum. A este, seguem-se mais quatro. Finalmente vem a ambicionada emancipação política de Vicentina.

Quando o Amor é Eterno – Lenda das Ilhas Itacolomi, animação de Luiz Ferreira da Silva, de Piçarras, Santa Catarina, responsável pelo roteiro, direção e produção. No litoral catarinense encontram-se as Ilhas Itacolomi., que chamam a atenção dos visitantes pela sua beleza. Corre a lenda que aqueles que olharem para as duas pequenas ilhas e fizerem uma oração, na certa vão encontrar um grande amor.

Via: FCC

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